A CAFETARIA
Há pausas que também sabem aos Açores.
Não é preciso vir para almoçar. Nem reservar uma experiência. Às vezes, basta apetecer um café, um chá ou qualquer coisa doce para acompanhar.
A Cafetaria do Refúgio Verde nasceu também para esses momentos.
Na nossa carta juntamos sabores que atravessaram o Atlântico connosco a outros que fomos descobrindo pelo caminho: o raro café cultivado nos Açores, o Chá Gorreana, as Boganguinhas, as queijadas, o Bolo Lêvedo, a Massa Sovada e tantos outros pequenos sabores que nos sabem a casa.
Pode vir por cinco minutos e acabar por ficar uma hora.
Por aqui, não nos importamos nada que isso aconteça.

CAFÉ DE ESPECIALIDADE DOS AÇORES
Um café improvável.
Cultivado no meio do Atlântico.
Quando pensamos nos Açores, provavelmente não é o café que nos vem primeiro à memória.
E talvez seja precisamente isso que o torna tão especial.
Produzir café no arquipélago parecia, durante muito tempo, pouco provável. Os Açores encontram-se muito longe das regiões do mundo tradicionalmente associadas à cultura do café.
Ainda assim, as condições particulares das ilhas — temperaturas amenas, humidade elevada e solos de origem vulcânica — permitiram que o cafeeiro encontrasse no meio do Atlântico um lugar improvável para crescer.
Hoje, continua a ser uma produção rara e de pequena escala, desenvolvida por produtores que têm vindo a recuperar uma cultura que durante muito tempo permaneceu quase desconhecida.
No Refúgio Verde, o café de especialidade dos Açores é um produto para descobrir.
DO GRÃO À CHÁVENA
Porquê o Hario V60?
Quando pede o nosso café dos Açores, não carregamos simplesmente num botão.
O grão é moído manualmente no momento e o café é preparado em Hario V60, através de um método de filtragem em que a água é vertida lentamente sobre o café acabado de moer.
Ao contrário do expresso, extraído rapidamente e sob pressão, o V60 permite uma preparação mais delicada e uma chávena mais limpa, dando maior espaço para descobrir os aromas e as características do próprio café.
É um pequeno ritual. E demora um pouco mais.
Um café raro não tinha de ser bebido à pressa.


CHÁ GORREANA
Há mais de 140 anos a crescer no verde de São Miguel.
Na costa norte da ilha de São Miguel, na Maia, estendem-se os campos de chá da Gorreana, fundada em 1883 e hoje a mais antiga fábrica de chá da Europa ainda em funcionamento.
Mas há uma particularidade que torna este chá ainda mais especial.
🌿 UM CHÁ NATURALMENTE BIOLÓGICO
As condições naturais dos Açores permitem que a planta do chá cresça sem recurso a pesticidas, herbicidas ou fungicidas.
É precisamente aqui que a natureza da ilha faz a diferença: o clima húmido e ameno, a localização em pleno Atlântico e as características do território permitem produzir um chá profundamente ligado ao lugar onde nasce.
Sem pesticidas. Sem herbicidas. Sem fungicidas.
Dos campos de São Miguel para uma chávena na Guarda.
À SUA ESCOLHA
Preto, verde ou uma infusão?
CHÁS PRETOS
Mais intensos e encorpados, com diferentes perfis para descobrir. Na nossa seleção encontra, entre outros, Broken Leaf, Pekoe, Orange Pekoe e Bergamota.
CHÁS VERDES
Mais frescos e vegetais, desde o tradicional Hysson a diferentes combinações com flores, frutas, ervas aromáticas e especiarias.
INFUSÕES
Para quem procura algo diferente, temos também infusões de plantas aromáticas, como cidreira, poejo e menta-chocolate.
Diga-nos aquilo de que gosta. Teremos todo o gosto em ajudá-lo a encontrar uma chávena para si.

E se alguns dos sabores que encontramos numa chávena se transformassem numa cookie?

BOGANGUINHAS
Um nome da Ribeira Grande.
Sabores que só podiam vir dos Açores.
As Bogangas nasceram em 2021, em São Miguel, da vontade de reinventar dois elementos tão presentes nas ilhas: o chá e as ervas aromáticas.
E, neste caso, até o nome conta uma história.
“Boganga” é uma antiga expressão da Ribeira Grande usada para descrever uma pessoa volumosa. Um nome recuperado para brincar com o tamanho generoso destas cookies e, ao mesmo tempo, manter viva uma expressão da terra que as viu nascer.
Produzidas artesanalmente, as Boganguinhas procuram privilegiar produtos açorianos e combiná-los de formas menos óbvias. Chá, poejo e outras ervas aromáticas encontram-se com chocolate, frutos secos e outros ingredientes, criando cookies que sabem aos Açores sem precisarem de ser tradicionais.
Pegam em sabores que reconhecemos e dão-lhes uma forma completamente diferente.
A seleção de Boganguinhas vai variando. Pergunte-nos quais temos nesse dia. Nós ajudamos na escolha.
SABORES DE CASA
Há sabores que nos levam de volta às ilhas.
Na Cafetaria do Refúgio Verde há alguns que gostamos particularmente de ter por perto.
Bolo Lêvedo das Furnas
Nascido nas Furnas, em São Miguel, é um dos sabores mais reconhecíveis da ilha. No Refúgio escolhemos um Bolo Lêvedo de fermentação lenta e sem lactose, que pode provar simples ou acompanhado.
Massa Sovada
Um pão doce profundamente ligado às tradições açorianas e, em particular, às celebrações do Divino Espírito Santo. Para muitos açorianos, é um sabor que imediatamente lembra dias de festa e mesas cheias.
Ananás dos Açores
Cultivado em São Miguel em estufas de vidro, através de um processo demorado e muito particular, o Ananás dos Açores DOP distingue-se pelo aroma intenso e pelo equilíbrio entre doçura e acidez.
Três sabores diferentes. Três pequenas formas de regressar a São Miguel sem sair da Guarda.
QUEIJADAS DOS AÇORES
Uma queijada. Quatro lugares para descobrir.
Cada ilha — e, muitas vezes, cada localidade — guarda os seus próprios sabores e tradições.
ILHA TERCEIRA
Dona Amélia
Uma das especialidades mais conhecidas da Terceira, com um sabor rico e muito característico.
VILA FRANCA DO CAMPO · SÃO MIGUEL
Queijada da Vila
Uma das queijadas mais emblemáticas de São Miguel, profundamente ligada à vila onde nasceu.
ILHA GRACIOSA
Queijada da Graciosa
Pequena, delicada e reconhecível pelo seu formato característico, é um dos sabores mais conhecidos da Ilha Graciosa.
ILHA TERCEIRA
Queijada da Careta
Outra expressão da doçaria terceirense e mais uma forma de descobrir os sabores doces desta ilha.
A nossa seleção pode variar consoante a disponibilidade. Pergunte-nos quais atravessaram o Atlântico desta vez.
SABORES DOS AÇORES
Há sabores gaseificados que sabem imediatamente às ilhas.
Na nossa Cafetaria pode encontrar alguns dos sumos gaseificados mais conhecidos dos Açores.
Kima de Maracujá
Um clássico açoriano. Um sumo gaseificado de sabor intenso a maracujá e uma daquelas bebidas que facilmente desperta nostalgia a quem vive longe das ilhas.
Kima de Ananás
A mesma identidade açoriana, desta vez com sabor a ananás — um fruto inevitavelmente ligado à paisagem e à gastronomia de São Miguel.
Laranjada dos Açores
Um sumo gaseificado de laranja que atravessa gerações e continua a fazer parte das mesas e dos momentos mais simples de muitos açorianos.
Três sumos gaseificados. Três sabores dos Açores.
Para alguns, uma descoberta. Para outros, um sabor que sabe a casa.
A NOSSA CARTA
Há muito mais para descobrir.
Estas são algumas das histórias que fazem parte da nossa Cafetaria, mas a nossa carta não termina aqui.
Entre cafés, chás, sumos gaseificados dos Açores, queijadas, pequenos-almoços e outras propostas para acompanhar uma pausa, há diferentes formas de descobrir o Refúgio Verde.
Escolha aquilo que lhe apetece. O tempo que fica é consigo.
VER A CARTA COMPLETA →
UM CANTINHO PARA FICAR
Pode vir só por um café.
Não prometemos que vá embora logo a seguir.
A Cafetaria não é apenas aquilo que colocamos na chávena ou no prato.
No Refúgio Verde quisemos criar um espaço onde também fosse possível abrandar.
Há um sofá, uma manta, livros para descobrir e um pequeno cantinho onde pode simplesmente sentar-se. Pode trazer o seu próprio livro, escolher um dos nossos ou não fazer absolutamente nada.
Peça um chá. Um café. Uma Boganguinha.
E fique o tempo que lhe apetecer.
Aqui, ninguém lhe vai trazer a conta só porque acabou a chávena.
DESCOBRIR O CANTINHO DE LEITURA →